Os verdadeiros problemas da embalagem farmacêutica
Na indústria farmacêutica, o material de acondicionamento não é marketing: é informação regulamentada que acompanha o medicamento até ao doente. No entanto, em muitos laboratórios a aprovação de artwork continua a viver em emails, PDFs anotados e folhas de Excel.
Erros de rotulagem que chegam à gráfica
Uma dosagem mal escrita, uma advertência omitida ou um texto que não coincide com o aprovado pela autoridade de saúde. Os erros de rotulagem e embalagem estão entre as causas mais frequentes de recolha de medicamentos — e quase sempre são detetados tarde demais.
Alterações regulamentares em cascata
Uma atualização do RCM ou do folheto informativo obriga a alterar dezenas de componentes em vários mercados ao mesmo tempo. Sem um controlo centralizado, é muito fácil que um SKU fique com o texto antigo.
Multimercado, multilingue e multiformato
O mesmo medicamento pode ter uma versão por país, embalagens multilingues, Braille, diferentes tamanhos de cartonagem e requisitos nacionais próprios. Cada combinação é um artwork a rever, aprovar e arquivar.
Códigos e dispositivos de segurança
Desde a entrada em vigor dos dispositivos de segurança europeus, cada embalagem tem um identificador único num código Data Matrix e um dispositivo de prevenção de adulterações. Um código ilegível ou mal posicionado bloqueia a libertação do lote.
Aprovações sem rastreabilidade
Assuntos Regulamentares, Qualidade, Marketing, estúdios de artwork, fabricantes subcontratados e gráficas aprovam por email. Quando chega uma auditoria ou inspeção, reconstruir quem aprovou que versão — e quando — demora dias.
Ninguém sabe qual é a versão correta
PDFs com nomes como “final_v7_OK_FINAL”. Quando chega a prova da gráfica, ninguém consegue garantir — sem verificar linha a linha — que corresponde exatamente à versão aprovada.